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29/11/2016 - 11:30
Tenente Coronel César Melo, na abertura do módulo Comportamento de Auto proteção aberto aos magistrados do TJPA.

Tenente Coronel César Melo, na abertura do módulo Comportamento de Auto proteção aberto aos magistrados do TJPA.

 

Magistrados do Poder Judiciário do Pará participam, até sexta-feira, 2 do curso de Autoproteção. A abertura foi realizada, na manhã desta segunda-feira, 28, na sede da Escola Superior da Magistratura (ESM), em Belém. Além da parte teórica do treinamento, os participantes terão um módulo prático de noção de sobrevivência em selva, que ocorrerá no Campo de Instrução de Nova Timboteua, do Exército Brasileiro.

O módulo de Comportamento de Autoproteção foi aberto pelo chefe da Casa Militar do Governo do Estado do Pará, tenente coronel Cesar Melo, que debateu com os magistrados sobre o comportamento pessoal e as ferramentas que aumentam o nível de proteção. Na ocasião, o militar ressaltou a questão do tempo como fator importante para tomada de decisões adequadas em situação de perigo. “É nesse tempo que precisamos diferenciar a resposta da reação. A resposta é racional, pensada. Já a reação é um instinto natural e nem sempre é favorável. Reações involuntárias podem ser negativas”, afirmou.

A coordenadora militar do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), tenente coronel Erika Duarte, afirmou que o objetivo é capacitar os magistrados do Pará em autoproteção e defesa de situação de perigo, que possam vir a ocorrer no exercício de suas missões institucionais.

“Passar conhecimentos básicos na área de comportamento de autoproteção, tiro defensivo, direção tática e noções de sobrevivência na área de selva. Tudo isso no objetivo de fazer com que os magistrados, tanto na sua atuação jurisdicional quanto no período em que eles estejam fora dessa atuação, possam se defender e se precaver de situações que eles podem ser vítimas, tanto de violência, atentados ou dentro dos Fóruns”, observou.

Entre a parte prática do curso, os magistrados irão pernoitar na área de floresta do Campo de Instrução do Exército Brasileiro, em Nova Timboteua, no nordeste paraense. A tenente coronel Erika Duarte explicou que o intuito é adaptar o participante para a sobrevivência nesses casos. “A ideia é dar maiores condições de sobrevivência em casos, por exemplo, de queda de avião, acidente de carro ou naufrágio de barco”, completou.

A juíza Cláudia Favacho, titular da 5ª Vara Criminal de Ananindeua, destacou que o curso é importante para prevenir situações perigosas no exercício profissional. “Entendo que o curso de auto proteção para magistrados é de extrema importância para prevenir situações que possam colocar em risco a nossa integridade, bem como para saber agir em situações de risco ou perigo, caso se concretizem. No exercício do nosso cargo, somos alvo em potencial, assim relevante a iniciativa do TJPA, por meio de sua coordenadoria militar”, afirmou.

O conteúdo programático inclui ainda “Noções de Atividade em Áreas Rural”, “Defesa Pessoal”, “Direção Tática”, “Atendimento Pré-Hospitalar” e “Tiro Defensivo”. A ação é parte das metas traçadas no planejamento estratégico, que prevê o desenvolvimento de ações que promovam a proteção da integridade física dos magistrados.

O secretário da Comissão Permanente de Segurança Institucional e Escola da Magistratura, Paulo Roberto Corrêa, participou da mesa de abertura do curso, promovido pela Presidência do TJPA, sendo que a execução de responsabilidade da Coordenadoria Militar e da Coordenadoria de Desenvolvimento de Pessoal do TJPA, em parceria com a Casa Militar do Governo do Estado, Polícia Militar e Exército Brasileiro.

Fonte: TJPA